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| Diário de Guarapuava. Dezembro de 2004 |
| O Estado do Paraná - online |
| Gazeta do Povo |
A exposição multimídia "A História Ambiental do Paraná de Reinhard Maack", pode ser vista até domingo, no Salão Brasil do memorial de Curitiba. A história deste pesquisador alemão, radicado no Paraná e que teve passagem importante por Guarapuava, está sendo retratada em 48 fotografias, apresentando a natureza de um Paraná selvagem, com descrições feitas pelo próprio Maack. Nela tem um filme com a expedição científica ao rio Tibagi, em 1930, além de um terminal multimídia com informações sobre Maack.
:: A Lobo-Guará e Rainer Fabri vão levar a história de Reinhard Maack para a Alemanha

A exposição integra o programa elaborado pelo Instituto Goethe, em comemoração aos 180 anos da imigração alemã no Brasil (1824-2004) e utiliza de modelos 3D e animações didáticas para facilitar o entendimento dos processos de ocupação do Paraná, seus ciclos econômicos e evolução florestal. Maack também havia feito previsões sobre o futuro ambiental paranaense, que estão expostos em banners ao lado de alguns dos trabalhos que renderam prêmios internacionais ao pesquisador.

O projeto Reinhard Maack está inserido dentro de um projeto maior da Lobo-Guará Consultoria Ambiental, que é a recuperação da história ambiental do Brasil e principalmente do Estado do Paraná, através de pesquisa de campo, resgatando-se por meio de imagens e documentos, o cenário ambiental e os processos de destruição ambiental no último século. Segundo o engenheiro agrônomo Alessandro Casagrande, um dos sócios da Lobo-Guará, em contato com a filha do pesquisador, Úrsula Maack Kurowski e seu marido, Gilberto Kurowski, foi possível ter acesso ao rico acervo fotográfico e em várias películas (filmes).

"Nesse acervo riquíssimo encontramos muitos filmes que estavam se deteriorando pelo tempo e conseguimos recuperar, digitalizando os filmes. Há uma série de filmes sobre a expedição ao rio Tibagi, em 1926, ao rio Ivaí em 1933 e 1934, além de chegar ao Pico do Paraná, em 1941", explicou. Para Casagrande, é importante divulgar este trabalho em outros centros urbanos, levando imagens de um Paraná pouco conhecido.

PROJETO LOBO-GUARÁ CHEGA A MORRETES

Secretaria de Comunicação de Morretes [27/03/2007]

O Prefeito de Morretes, Helder Teófilo dos Santos, juntamente com o Secretário de Cultura e Esportes, Rogério Luís Tonetti, receberam a visita da equipe da empresa Lobo-Guará Consultoria Ambiental, onde puderam apreciar o projeto que visa estabelecer o Museu da Mata Atlântica na histórica estação ferroviária de Engenheiro Lange, localizada em Morretes, em plena Serra do Mar, com o objetivo de divulgar ao público brasileiro e internacional o bioma da Mata Atlântica.

O imóvel está sob a concessão da empresa Serra Verde Express, que também é parceira neste projeto, imóvel este que é ligação dos turistas e aventureiros que passam pela estação, que é roteiro de subida ao Pico do Marumbi e descida até a localidade de Porto de Cima. Atualmente, a estação ferroviária apresenta estado externo de conservação razoável mantido pela concessionária do imóvel.

“De acordo com as tendências atuais, em face da minimização das emissões de CO2, este projeto estabelecerá o princípio do Carbono Neutro na sua revitalização e na sua manutenção através de certificação própria para esta atividade.”, explica Alessandro Casagrande, da Lobo-Guará Consultoria.

“Para a população de Morretes, a participação neste projeto de um museu inserido em plena Floresta Atlântica, a revitalização de uma estação ferroviária histórica e o envolvimento em um projeto ambiental livre de carbono é sem duvida de suma importância, pois é uma parceria que visa ampliar ainda mais o desenvolvimento de nossa cidade com o pensamento voltado a preservação de uma faixa contínua de mata atlântica, sendo a parte de Morretes uma das mais belas e preservadas do Brasil.”, comenta o Prefeito Helder.

Estiveram também participando da reunião e do almoço na Pousada Hakuna Mata, o Prof. Dr. Gerdt Guenther Hatschbach - Museu Botânico Municipal de Curitiba, doutor em botânica, a Sra. Clarisse Bolfe Poliquesi - Diretora do Museu Botânico Municipal de Curitiba, Carlos Alberto Gnatta (Beto Gnatta), Alessandro Casagrande e Adilson Brito - Sócios da Lobo-Guará Consultoria Ambiental Ltda.

O Professor Dr. Gerdt Guenther Hatschbach é considerado um dos maiores pesquisadores botânicos da atualidade, seu interesse pela ciência começou em 1934 quando se dedicou à entomologia chegando a montar uma coleção de 5.000 coleópteros e outra coleção de Opilionidae, ambas doadas posteriormente ao então Instituto de História Natural de Curitiba. O Professor Gerdt percorreu todo o território nacional com vistas a coletar plantas, sendo responsável pela coleta de mais de 300 novas espécies botânicas, emprestando seu nome para mais de 100 delas, numa justa homenagem que lhe foi feita pelos pesquisadores e taxonomistas. Em 1986 recebeu o título de Doutor Honoris Causa concedido pela Universidade Federal do Paraná. Em 1990 foi nomeado correspondente do American Society of Plant Taxonomist, função compartilhada com outros oito dos maiores botânicos do mundo. Aposentado compulsoriamente em 1998 aos 75 anos, foi recontratado no ano seguinte para continuar suas pesquisas. Possui inúmeros trabalhos científicos já publicados, todos de grande importância para a botânica.

O Projeto conta com a parceira institucional da Serra Verde Express e com o convênio técnico-científico entre o Museu Botânico Municipal de Curitiba, o Jardim Botânico de Curitiba e a Lobo-Guará Consultoria Ambiental Ltda.



Fonte: O ESTADO DO PARANÁ, DIA 27.03.2007.

http://www.parana-online.com.br/noticias/index.php?op=ver&ano=temp&id=270552&caderno=17


Lobo Guará

Marcos Paulo Assis [30/03/2007]

A empresa Lobo-Guará Consultoria Ambiental pretende investir num projeto do Museu da Mata Atlântica, para valorizar na histórica estação ferroviária de Engenheiro Lange, localizada em Morretes, em plena Serra do Mar. O objetivo é divulgar ao público brasileiro e internacional o bioma da Mata Atlântica. Atualmente, a estação ferroviária apresenta estado externo de conservação razoável mantido pela concessionária do imóvel, a Serra Verde Express.

 
Fonte: O Estado do Paraná - online



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MEMÓRIA
-Expedições do cientista incluíram a conquista do Pico Paraná e o mapeamento do Rio Tibagi

Acervo de Maack revela um Paraná extinto [07/11/2004]

Exposição apresenta fotos e filmes do naturalista alemão, que morreu em 1969

Em julho de 1941, um grupo liderado por Reinhard Maack conquistou o cume do Pico Paraná, o mais alto da Região Sul. Mas esse alemão, que adotou o Brasil como segunda pátria, foi muito mais que um montanhista: geólogo, naturalista, visionário, fotógrafo, cinegrafista, cidadão do mundo e apaixonado pelo Brasil e pelo Paraná, mas conhecido apenas por especialistas em meio ambiente. A partir de 17 de novembro, uma exposição multimídia em Curitiba dará ao público a chance de saber mais sobre Maack, que passou boa parte da vida no Paraná e, já na década de 50, alertava sobre os riscos do desmatamento sem critério.

O engenheiro agrônomo Alessandro Casagrande e o biólogo Adílson Brito, da consultoria ambiental Lobo-Guará, estão organizando o material para a mostra “A História Ambiental do Paraná de Reinhard Maack”. Em 2001, eles viram pela primeira vez um trecho de filme feito por Maack e se entusiasmaram. A dupla procurou os parentes do pesquisador, que morreu em 1969, e encontrou sua filha, Úrsula, que lhes deu acesso a um acervo de quase mil fotografias e 15 latas de filme 16 milímetros.

As fotos, a maioria no formato 9,5 por 7,5 centímetros, foram meticulosamente catalogadas por Maack, em alguns casos até com o dia em que foram feitas. Delas, 50 foram ampliadas para a exposição. As filmagens tiveram de ser convertidas para um novo formato. “O Colégio Marista Santa Maria colocou à nossa disposição a única máquina de telecinagem do Sul do Brasil”, explica Casagrande. O trabalho rendeu 15 horas de vídeo, das quais os visitantes verão uma seleção de 15 minutos, apenas do Paraná. A qualidade das filmagens, muitas feitas nos anos 20 e 30, surpreendeu a dupla da Lobo-Guará por sua nitidez, comparável à da época do Cinema Novo.

Nas fotos e filmagens, vários registros de um Paraná que não existe mais. A foz do Rio Tibagi, no Rio Paranapanema, virou represa. Sete Quedas, que Maack também filmou, teve o mesmo destino. Espécies de peixes como a juropoca não são mais encontradas no Tibagi. E os índios Xetás, com quem Maack fez contato durante uma expedição, estão praticamente extintos.

A câmera do pesquisador também viu a fundação de Londrina. “Ele percebeu o desmatamento desordenado para dar lugar à cidade”, diz Casagrande. Para o professor Gert Hatschbach, fundador do Museu Botânico de Curitiba e colaborador em um dos livros de Maack, os alertas do geólogo não foram levados a sério. “As autoridades não lhe deram ouvidos. Na época, achavam que a floresta não acabaria nunca”, lamenta.

A exploração intensa da madeira era uma das grandes preocupações de Maack. “Ele veio de um lugar que tinha passado pelo mesmo processo. Mas na Europa a natureza se adaptou porque o desmatamento durou 1.500 anos, enquanto no Brasil tudo ia rápido demais”, argumenta Brito. “Maack sabia que a floresta conserva os recursos hídricos, mas o uso responsável do solo é impopular politicamente”, diz o geólogo João José Bigarella, que trabalhou com Maack e se tornou um de seus grandes amigos.

Casagrande lembra que, ao observar a redução das áreas verdes, Maack fez previsões que se mostraram acertadas: “ele disse que, se a mata não fosse reposta de forma correta, haveria catástrofes naturais. Maack alertou para a fragilidade do solo em certas regiões do Paraná, e hoje vemos o problema da erosão prejudicando não só o meio ambiente, mas também a economia. Para Bigarella, ainda há tempo para levar a sério os avisos do pesquisador. “Mas estamos no último momento para reagir”, adverte o professor. A exposição também faz parte das comemorações pelos 180 anos da imigração alemã no Brasil e 175 anos da presença alemã no Paraná. “A mostra devia ter sido realizada no ano passado, mas sugerimos que fosse adiada para da Lobo-Guará por sua nitidez, comparável à de filmes da época do Cinema Novo.

A exposição também faz parte das comemorações pelos 180 anos da imigração alemã no Brasil e 175 anos da presença alemã no Paraná. “A mostra devia ter sido realizada no ano passado, mas sugerimos que fosse adiada para 2004”, conta a diretora do Instituto Goethe, Claudia Roemmelt Jahnel. O Goethe também está financiando a tradução de uma pequena biografia de Maack, publicada na Alemanha.

“Entre os especialistas, Maack é venerado por suas contribuições, mas o público, que não o conhece, tem muito a aprender com ele”, diz Hatschbach. “A questão ambiental vai definir nosso futuro, e as pessoas precisam conhecer o trabalho de quem lutou pela mata”, diz Claudia.

Serviço: A História Ambiental do Paraná de Reinhard Maack. 17 de novembro a 19 de dezembro Memorial de Curitiba (Rua Claudino dos Santos, s/n.º), último piso. Entrada franca. Mais informações em
http://www.loboguara.com/projetos/maack.html.

Marcio Antonio Campos

Fonte: Gazeta do Povo

     
     
 


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